terça-feira, 31 de agosto de 2010

Drug Free [Lex Level]

As drogas e a música andam de mãos dadas há décadas. Nos anos 60 e com o movimento hippie e seus representantes musicais, a popularidade das drogas alucinógenas, como o LSD, produziu o psicodélico Acid Rock. No Festival de Woodstock de 1969 o rock era um elemento fundamental na juventude americana. Na mesma época Jimi Hendrix e Janis Joplin se consagravam na música, o lema “Sexo, Drogas e Rock’n’roll” guiou a vida deles, e de muitos outros artistas musicais que fizeram e ainda fazem um sucesso inegável, guiando, algumas vezes, seu público a seguirem exemplos nem tão admiráveis. Drogas, sexo e rock são assuntos que, através do tempo, acabaram ligando-se em uma única cultura. Contatamos o Dan, vocalista da Lex Level para falar sobre este assunto.


(Des)Contra-Ação: Dan, sexo, drogas e Rock'n'roll, é este o casamento mesmo?

Dan: Tirando drogas que não sou muito chegado, é um ótimo lema (risos).

(Des)Contra-Ação: E o que tu acha do fato das pessoas relacionarem Drogas ao Rock? Isso 'suja' a imagem?

Dan: Eu não critico quem relaciona, porque hoje em dia 90% das pessoas que estão relacionadas ao rock usam, mas não são todos! Nós da Lex Level somos um caso, não temos nada contra. Todo mundo tem o direito de curtir a vida da forma que bem entender! (risos) Eu acho que é só deixar bem claro que agente não precisa disso pra ser feliz, independentemente das pessoas que acham que quem faz rock é viciado.

(Des)Contra-Ação: Na década de 60 houve um crescimento grande no uso de drogas, combinado com o movimento antiguerra, que deu origem ao lema "Sexo, drogas e rock n' roll". Você então acredita que essa combinação ande, realmente, de mãos dadas?

Dan: Eu acho que ainda tem uma relação entre elas, mas não necessariamente em todas as situações. Existem bandas e bandas. Vai muito da proposta de cada uma! Claro que diversão todos gostam, inclusive eu e a Lex Level! Mas tudo com a cabeça no lugar.

(Des)Contra-Ação: Hendrix, Joplin, Jim Morrison. Todos foram vítimas das drogas. Perante isso, você acha que o conhecimento de tal fato torna as drogas mais "legais" perante os adolescentes e adultos que curtem rock n'roll ou serve como uma advertência?

Dan: Na minha opinião, como uma advertência. Pelo menos pra mim são grandes talentos desperdiçados precocemente! Alguns ícones da atualidade, como o baterista do Avagend Sevenfold que infelizmente foi vitima de overdose, alertam a galera mais jovem de que as drogas muitas vezes aceleram o processo natural da vida! Como diriam os Racionais "Tragando a morte e soprando a vida pro alto."

(Des)Contra-Ação: A banda Minor Threat criou uma música chamada "Straigh Edge" que fala sobre as pessoas não precisarem beber ou se drogar para se divertirem, virando filosofia seguida por muitas pessoas no mundo inteiro O que você acha disso?

Dan: Quando eu era mais novo, me interessei um pouco sobre a iniciativa SxE, é um movimento bem bacana, são pessoas que na minha opinião sabem dar valor as coisas que realmente importam na vida! Mesmo a galera do movimento gostando de um som completamente diferente do que eu curto, respeito muito e admiro.

(Des)Contra-Ação: Acredita que a música - e principalmente os músicos - deveriam defender essa idéia de "drug free" - "livre de drogas"? Ou acredita que isso poderia tornar alguns estilos 'caretas' perante seu público alvo?

Dan: Não sou contra quem curte! Até porque deve ser legal, mas eu prefiro pensar nas conseqüências que isso pode me trazer no futuro. Acho que cada banda tem que defender a idéia que convém a elas, seja qual for a idéia, o seguimento ou estilo.O importante é fazer o que gosta e da maneira que gosta! Mas pra mim, ser careta não é um motivo do qual faz eu me envergonhar.

(Des)Contra-Ação: Você acha que a principal dificuldade para bandas como a Lex é a alta procura de bandas independentes por reconhecimento, criando assim uma gama muito grande de informação que, querendo ou não, acabam superlotando as gravadoras em busca de uma oportunidade, ou a precária situação musical brasileira atual, que prioriza aquilo que mais vende, ou seja, a música "pop adolescente"?

Dan: Acho um pouco dos dois. O mercado musical está muito saturado, com a internet todo mundo agora é artista! O problema é que tem muita banda que não é de muita qualidade tirando a oportunidade das que realmente são formadas por bons musicas, a imagem se tornou algo muito mais importante do que o principal quesito para ser um musico, que é entender de musica!

(Des)Contra-Ação: Certo! E a Lex Level, qual o intuito da banda em relação ao reconhecimento musical?

Dan: Temos o sonho de qualquer outra banda, que é viver de musica! Com certeza essa é uma missão mil vezes mais difícil pelo fato do nosso som não ser um som pop. Mas gostamos de desafios! E queremos realizar nosso sonho tocando O QUE AGENTE REALMENTE GOSTA o que é o mais importante, mesmo tendo que esperar muito por isso.

(Des)Contra-Ação: O que a Lex procura passar para o público?

Dan: Quem procura ler nossas letras, vai entender! Agente gosta de unir vários assuntos, de criticas sociais até amor, não temos preconceito com nada. A gente só quer transmitir quem realmente somos, com nossas qualidades e nossos inúmeros defeito. E já fica a deixa, pra quem tem duvidas se somos uma banda cristã ou não, nós acreditamos muito em Deus mas preferimos não nos limitarmos a só isso, mesmo tendo uma musica que claramente fala sobre religião "A Mensagem (Santifiquei)" não limitamos só a isso nosso som.


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